O investidor estrangeiro acelerou a retirada de recursos da B3 (Bolsa de Valores) em agosto, registrando uma saída líquida de R$ 20,4 bilhões até a última terça-feira (18/08). O movimento pressionou as principais ações do mercado e o Ibovespa, acumulando retração de 5,6% no mês. O maior volume de resgate em uma única sessão ocorreu no dia 11 de agosto, quando R$ 4,717 bilhões deixaram a B3.
Analistas do mercado atribuem a alteração de postura do capital internacional ao aumento das incertezas fiscais no Brasil, às dúvidas sobre a inflação e a velocidade de corte da taxa Selic, ao cenário político com a aproximação das eleições de 2026 e a tensões externas, como conflitos no Oriente Médio. A mudança de percepção levou bancos como JPMorgan e Bank of America a rebaixarem suas recomendações para ações brasileiras de compra para neutra.
Paralelamente ao aumento do risco doméstico, ativos nos Estados Unidos voltaram a captar o capital global. Impulsionadas por resultados operacionais e pelo avanço da inteligência artificial, empresas norte-americanas do setor de tecnologia tornaram-se o principal destino dos recursos redirecionados por investidores internacionais.







