O candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou o governo federal e a gestão do Partido dos Trabalhadores na Bahia ao comparar indicadores de segurança pública. Em entrevista ao podcast Inteligência Limitada, o candidato afirmou que a criminalidade na Bahia atingiu proporções de conflito armado, declarando que o estado mais que a guerra da Ucrânia e acusando a gestão petista de conivência com o crime.
A comparação refere-se ao número de mortes violentas frente aos civis mortos na Ucrânia, contabilizados pela ONU (sem incluir baixas militares). Foram 16 mil mortes desde 2023 em ambos os locais (Bahia e Ucrânia).
Ao contrastar Goiás, estado que governou até março, com a Bahia — gerida há 20 anos pelo PT —, Caiado sustentou que a complacência com o narcotráfico gera uma “mexicanização” do país, afirmando que o total de facções criminosas no Brasil subiu de 50 para 90. Caiado voltou a se opor ao uso de câmeras corporais por policiais de tropas especializadas, citando o Rio de Janeiro como exemplo negativo. Ao responder a críticas de entidades de direitos humanos, defendeu ter 84% de aprovação na área em Goiás, atribuiu as contestações a “ONGs do PCC” e defendeu o isolamento de lideranças do tráfico e o fim de visitas íntimas em presídios.
Na esfera política, colocou-se como alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Ele criticou Lula por considerar que o presidente “roubou o futuro do Brasil” e declarou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresenta apenas a “certidão de nascimento” em vez de currículo para gerir o país.






