Após as Casas Bahia, a rede de móveis e eletrodomésticos Marabraz também protocolou um pedido de recuperação judicial na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. O processo envolve um passivo acumulado em R$ 140,188 milhões e abrange cinco empresas integradas à operação do grupo.
O pedido abarca as companhias Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. De acordo com o documento, as sociedades estão sob controle comum e compartilham praticamente a mesma estrutura de sócios. A defesa cita ainda a existência de mais de mil ações trabalhistas movidas contra múltiplas empresas da rede, sustentando que a integração operacional justifica o processamento conjunto da recuperação.
Na petição, a Marabraz informa que enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas defende que sua atividade comercial permanece viável. Segundo a empresa, a medida busca a reorganização do passivo para assegurar a preservação das atividades operacionais. As lojas físicas seguem em funcionamento.
A trajetória do grupo teve início na década de 1950, com a atuação do imigrante libanês Abdul Hamid Mohamad Fares como mascate na cidade de São Paulo. Em 1965, Fares fundou a Credi-Fares, primeira unidade de móveis do negócio familiar. Após sua morte, em 1978, a gestão passou aos filhos. A marca Lojas Marabraz foi adquirida em 1986, expansão que levou a rede a alcançar 135 unidades distribuídas pela Grande São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior paulista.






