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Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Carla Zambelli tem extradição autorizada pela Justiça italiana. Ex-deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e está presa em Roma desde julho de 2025.

Justiça da Itália autoriza extradição de Carla Zambelli para o Brasil

Carla Zambelli tem extradição autorizada pela Justiça italiana. Ex-deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão e está presa em Roma desde julho de 2025.
Foto: Lula Marques/EBC

A Justiça italiana autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil, conforme notificação enviada ao governo brasileiro nesta quinta-feira (26). A decisão foi proferida pela Corte de Apelação de Roma, onde o julgamento foi concluído em fevereiro. Zambelli está presa na capital italiana desde julho de 2025, após ter deixado o Brasil antes da conclusão de processos judiciais.

A ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Além disso, Zambelli responde por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal devido a um episódio ocorrido em São Paulo na véspera das eleições de 2022. As condenações levaram à perda de seu mandato parlamentar, decisão ratificada pelo ministro Alexandre de Moraes após divergências entre o STF e a Câmara dos Deputados.

A defesa da ex-parlamentar tem um prazo de 15 dias para recorrer à Corte de Cassação, a última instância judicial italiana. Caso a extradição seja mantida, a palavra final caberá ao Ministério da Justiça da Itália. Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Roma acompanha o caso. Se autorizada a transferência, o governo brasileiro informou que Zambelli deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

No âmbito legislativo, Zambelli oficializou sua renúncia ao mandato em dezembro. Em decorrência da vacância, a presidência da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP), que assumirá a cadeira para assegurar a continuidade dos trabalhos da bancada paulista. Anteriormente, em fevereiro, a Justiça italiana já havia rejeitado um pedido da defesa para a substituição dos juízes responsáveis pela análise do processo de extradição.

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