O pré-candidato a presidente da República, Romeu Zema (Novo), prometeu nesta quinta-feira (16) que, se eleito, obrigará “marmanjões do Bolsa Família” a trabalhar. Na economia, o programa de Zema defende corte de gastos, redução de impostos e um choque de investimentos privados no setor de infraestrutura. Ele lançou as diretrizes do seu plano de governo em um evento em São Paulo sob o mote “O Brasil sem intocáveis”.
Ele afirmou que é possível criar 500 mil empregos rapidamente no Brasil. O ex-governador de Minas defendeu que homens adultos e saudáveis que recebem o benefício sejam obrigados a aceitar propostas de empregos.
“Existem vagas hoje que não são preenchidas por causa de como o Bolsa Família está desenhado”, declarou. “Marmanjões de 20, 30 anos, o dia todo deitado no sofá, jogando videogame, na rede social. Emprego tem. Eu vou fazer quem recebe Bolsa Família e é do sexo masculino, novo, saudável, ser obrigado a aceitar propostas de emprego. Ou então ter o benefício cortado“, continuou Zema.
A proposta é que, caso a pessoa não tenha emprego, ajude de forma voluntária na prefeitura da respectiva cidade. “Não todo dia, mas um ou dois dias por semana. E também terá que concluir um curso”, finalizou.
Outra proposta na área econômica é “privatizar tudo“, conforme defendeu o economista Carlos da Costa, que cuida dessa parte do plano, em relação às empresas estatais.
A promessa contrasta com o que foi a gestão de Zema em Minas Gerais. O governador assumiu em 2019 com a promessa de privatizar as estatais mineiras. Quase oito anos depois, ele não conseguiu concretizar a venda de Cemig, Copasa e Gasmig, principais empresas públicas do Estado.






