Os carros elétricos já fazem parte do cotidiano de Montevidéu e consolidaram o Uruguai como líder latino-americano na adoção desse tipo de veículo. O país registra 5.382 unidades por milhão de habitantes e atingiu, em 2025, a marca de 20% de participação nas vendas de veículos novos, percentual superior à média regional e próximo ao padrão europeu.
O crescimento foi impulsionado por uma política energética iniciada em 2010, baseada na ampliação das fontes renováveis. Atualmente, até 99% da matriz elétrica uruguaia é composta por energia hidráulica, eólica, solar e biomassa, o que favorece a eletrificação do transporte. O presidente Yamandú Orsi reforçou essa diretriz ao utilizar um veículo elétrico em sua cerimônia de posse.
Além da matriz limpa, incentivos fiscais e o alto preço da gasolina contribuíram para tornar os veículos elétricos economicamente vantajosos. Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Mundo, o custo para carregar um carro elétrico pode ser até dez vezes menor do que abastecer um modelo a combustão. A estatal UTE também oferece tarifas específicas e expandiu a rede de carregamento.
O avanço também é favorecido pelo tamanho reduzido do país e pelo aumento da oferta de modelos, especialmente de fabricantes chineses. No entanto, desafios persistem, como a necessidade de ampliar a infraestrutura de recarga, regulamentar o descarte de baterias e manter incentivos econômicos.
Especialistas afirmam que o crescimento deve continuar, mas destacam que o ritmo dependerá principalmente dos preços e das políticas públicas de incentivo, que têm sido decisivas para transformar o Uruguai em referência regional na mobilidade elétrica.







