O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou suas intenções sobre o futuro de Cuba, afirmando que uma eventual tomada de controle da ilha pelo governo americano pode ocorrer de forma “amigável ou não”. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa, na qual o mandatário destacou que o país vizinho enfrenta “sérios apuros” humanitários.
Segundo Trump, o governo cubano demonstra forte interesse em estabelecer um acordo com Washington, embora o presidente não tenha sinalizado disposição para grandes concessões. “Pode ser ou não uma aquisição amigável”, reiterou o líder republicano, que classificou a ofensiva na ilha como uma “questão de tempo”.
Apesar da retórica agressiva contra Havana, Trump pontuou que a prioridade imediata da política externa dos EUA é o Irã. “Queremos acabar com o Irã primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo”, declarou. As ameaças ocorrem em um cenário de colapso nos serviços básicos da ilha, que registrou um apagão de 16 horas em dois terços do território nacional na semana passada.
O presidente defendeu a atuação do secretário de Estado, Marco Rubio, responsável por conduzir as negociações. Rubio, que é cubano-americano, afirmou recentemente que a ilha necessita de uma “mudança radical”. A postura de Rubio e Trump tem alternado entre a pressão política e medidas pontuais. Recentemente, os Estados Unidos flexibilizaram restrições às exportações de petróleo para Cuba por “razões humanitárias”. A ilha enfrenta graves crises de desabastecimento e dificuldades econômicas acentuadas pelo bloqueio imposto por Washington.







