As investigações do Banco Master, somadas aos desdobramentos ligados ao Inquérito das Fake News, trouxeram de volta a discussão sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito em questão, que completa sete anos este mês, é alvo de críticas por sua longevidade e tramitação sigilosa.Líderes da oposição e analistas políticos manifestam preocupação com a falta de balizas claras na condução do processo, instaurado de ofício pelo ministro Dias Toffoli.
A avaliação é que a manutenção do instrumento pode atuar como um meio de regulação informal de campanhas e candidatos nas eleições de 2026, operando à margem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O desfecho de investigações sensíveis no STF são vistos como fatores determinantes para o equilíbrio entre os poderes e a baliza das regras eleitorais nos próximos anos.
O cenário coincide com uma transição significativa na cúpula do TSE. Em junho, encerra-se o mandato da ministra Cármen Lúcia na presidência da Corte, que passará a ser comandada pelo ministro Kassio Nunes Marques.
A nova composição terá ainda o ministro André Mendonça, atual relator do caso Master no STF, ocupando a vice-presidência. Esta será a primeira ocasião em que o tribunal responsável por gerir as eleições nacionais será liderado por magistrados indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).







