Já começou, no interior de São Paulo, a aplicação da vacina contra a chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O projeto-piloto marca o início de uma estratégia nacional do Ministério da Saúde para combater a doença viral que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Mirassol, a cidade escolhida para o começo do processo de vacinação. Os moradores que têm entre 18 e 59 anos poderão receber o imunizante de forma gratuita nas unidades de saúde. Segundo o governo do estado, a escolha da cidade ocorreu devido ao aumento expressivo de casos da doença na região.
O Ministério da Saúde prosseguirá com a vacinação em formato piloto em 10 municípios de quatro estados. Os locais serão selecionados com base em critérios epidemiológicos, tamanho populacional e viabilidade operacional para a introdução do imunizante em curto prazo.
Em abril do ano passado, a vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O imunizante também recebeu autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia. Os estudos clínicos da vacina foram realizados no Brasil e nos Estados Unidos.
Os testes buscaram comprovar a segurança e capacidade da vacina de induzir a produção de anticorpos. Os resultados mostraram que o imunizante é bem tolerado e capaz de induzir resposta imunológica após uma única dose.
A vacina é contraindicada para pessoas imunodeficientes, imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade a componentes do imunizante. As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa.







