A Prefeitura de São Paulo afirmou que acionará as forças de segurança para impedir a realização de blocos de Carnaval que não estejam na lista autorizada pela gestão municipal. O período oficial da folia começa no próximo fim de semana e se estende até o domingo seguinte ao Carnaval.
Em coletiva, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou que haverá atuação da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e das subprefeituras para barrar desfiles não autorizados. Segundo ele, blocos que ocorram sem autorização e sem estrutura de organização colocariam o público em risco.
A subprefeitura da Lapa, região que concentra blocos organizados sem divulgação prévia, classificou em publicação nas redes sociais os chamados blocos clandestinos como “crime”. Após questionamento da imprensa, a postagem foi retirada do ar.
A posição da prefeitura gerou controvérsia entre organizadores e defensores do carnaval de rua. Eles argumentam que a Constituição garante a livre expressão artística em espaços públicos, independentemente de licença ou autorização. Para esse grupo, o carnaval de rua é uma manifestação espontânea e democrática, que não deveria depender de aval do poder público.
A administração municipal, por sua vez, sustenta que a pré-inscrição é necessária para garantir segurança, infraestrutura e fiscalização. A lista oficial divulgada pela prefeitura prevê 627 desfiles, embora parte deles costume não ocorrer.
Além disso, há compromisso com patrocinadores do carnaval, representados pela Ambev, que prevê a criação de áreas de exclusividade comercial no entorno dos blocos oficiais, restritas a ambulantes credenciados. Em blocos não autorizados, a prefeitura afirma não ser possível assegurar esse controle.







