Pelo menos 5 mil pessoas morreram até o momento nos protestos que estão ocorrendo no Irã, incluindo cerca de 500 integrantes das forças de segurança. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters, com base em números oficiais citados por uma autoridade iraniana. O oficial acusou terroristas e manifestantes armados de matarem iranianos inocentes. A fonte pediu para não ser identificada.
O grupo de direitos humanos HRANA, sediado nos Estados Unidos, afirmou no sábado (17/01) que o número de mortos havia chegado a 3.308. Há ainda outros 4.382 casos sob análise, o que pode elevar a contagem final. A organização disse ainda ter confirmado mais de 24 mil prisões.
Uma reportagem do jornal britânico The Sunday Times calcula uma cifra ainda maior. Ouvindo funcionários de postos de emergência e clínicas de saúde no Irã, o jornal compilou ao menos 16,5 mil mortos desde o final de dezembro.
A obtenção de informações a partir do Irã tem sido dificultada por apagões de internet, que tem sido parcialmente suspensos. No entanto, o grupo de monitoramento da internet NetBlocks disse que o bloqueio parece ser reimposto sempre que os protestos se intensificam.
No domingo (18/01), o porta-voz do judiciário iraniano indicou que o país pode retomar a execução de manifestantes. “Uma série de ações foi identificada como Mohareb, o que está entre as punições islâmicas mais severas“, disse ele em entrevista coletiva. Mohareb, um termo jurídico islâmico que significa travar guerra contra Deus, é punível com a morte segundo a lei do país. As execuções então se somariam às mortes que ocorrem nas ruas.
Um morador de Teerã disse ter testemunhado a polícia de choque atirando diretamente contra um grupo de manifestantes, em sua maioria jovens homens e mulheres. Vídeos que circulam nas redes sociais, alguns verificados pela Reuters, mostram forças de segurança reprimindo violentamente manifestações em todo o país.







