O físico e professor Marcelo de Oliveira Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), desenvolveu uma nova rota de ida e volta para Marte que pode reduzir drasticamente o tempo das missões espaciais. Enquanto os trajetos atuais podem durar até três anos, a proposta do pesquisador reduz o período para cerca de sete meses. O estudo utiliza inteligência artificial para analisar dados orbitais de asteroides e identificar trajetórias mais diretas e eficientes.
A pesquisa, que otimiza custos e reduz a exposição de astronautas no espaço, aponta para uma possível aplicação prática em 2031, ano em que uma janela espacial favorecerá esse tipo de deslocamento. A trajetória acadêmica de Marcelo teve início na graduação em Física pela UFF e consolidou-se na UENF a partir de 1994. Em 1996, ele participou da fundação do Clube de Astronomia Louis Cruls, em Campos dos Goytacazes, que completa 30 anos em 2026.
Sob sua liderança, o clube tornou-se representante de iniciativas internacionais como “Astrônomos sem Fronteiras” e o único núcleo oficial da DarkSky no Brasil. O professor foi o primeiro brasileiro premiado pela Dark Sky International, tendo atuado na certificação do Parque Estadual do Desengano como o primeiro Dark Sky Park da América Latina.
Entre os marcos de sua atuação na divulgação científica, destaca-se a vinda do astronauta Buzz Aldrin ao Brasil para uma palestra em Campos. Inspirado por Albert Einstein e influenciado pelo ambiente familiar — filho de um químico e de uma professora —, Marcelo de Oliveira Souza agora ganha projeção nacional ao redesenhar os caminhos da exploração interplanetária.






