A entrada do senador Sergio Moro (União) na disputa pelo governo do Paraná em 2026 deu início a uma reestruturação nas alianças do campo da direita no estado. O movimento expôs resistências internas na federação União Brasil-Progressistas e gerou um debate estratégico no PL, que se divide entre o apoio ao ex-juiz e a manutenção da aliança com o governador Ratinho Júnior (PSD).
O senador Flávio Bolsonaro (PL) avalia Moro como um aliado estratégico para fortalecer seu palanque presidencial no Paraná, cogitando inclusive a migração do ex-juiz para o PL. Contudo, a ala estadual da legenda prefere manter o vínculo com Ratinho Júnior, que articula sua própria sucessão e é visto como um potencial nome de “terceira via” à Presidência, o que elevaria a complexidade de uma composição direta.
No Palácio Iguaçu, o governador Ratinho Júnior trabalha para consolidar o nome de Guto Silva (PSD), secretário das Cidades, como seu sucessor. Para manter o PL na base, o governador sinalizou a vaga ao Senado na chapa oficial para o deputado federal Filipe Barros (PL).
Apesar das especulações de aproximação com Moro, Barros reafirmou a lealdade à gestão atual. Paralelamente, o deputado federal Giacobo (PL-PR) tenta viabilizar uma candidatura própria ao governo, embora uma pesquisa encomendada para testar seu nome tenha sido suspensa por liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) na última semana.
Moro enfrenta oposição severa dentro de sua federação partidária. O presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, reiterou que não pretende homologar a candidatura do senador. Em contrapartida, Antonio Rueda, presidente do União Brasil, defende a postulação baseando-se na liderança de Moro nas pesquisas de intenção de voto.







