A mais recente pesquisa Apex/Futura, divulgada em janeiro de 2026, aponta um ambiente político desfavorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, a desaprovação do governo Lula chegou a 53,5%, superando a taxa de aprovação, que ficou em 43,0%. O índice funciona como pano de fundo para as simulações eleitorais e sinaliza desgaste da gestão federal a pouco mais de um ano do pleito presidencial.
No primeiro turno, o cenário é de forte polarização. Lula aparece tecnamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro, com 35,4% e 34,3% das intenções de voto, respectivamente, diferença dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Outros nomes da direita surgem de forma pulverizada – Ratinho Jr. registra 9,1%, Romeu Zema 4,4% e Ronaldo Caiado 3,7%. Quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entra na disputa, ele alcança 14,8%, indicando a existência de um eleitorado conservador que transita entre diferentes lideranças.
As simulações de segundo turno acendem um alerta vermelho para o governo. Flávio Bolsonaro venceria Lula por 48,1% a 41,9%, enquanto Tarcísio de Freitas também superaria o atual presidente, com 46,1% contra 41,3%. Contra Ronaldo Caiado, o cenário é de empate técnico rigoroso – 42,0% a 41,8%. Lula mantém vantagem apenas diante de nomes com menor projeção nacional ou posicionados ao centro.
Nos bastidores, a pesquisa expõe tensões no campo oposicionista. Há disputa interna sobre quem será o principal nome da direita em 2026. Flávio Bolsonaro fez cobranças públicas a Tarcísio de Freitas pela ausência em compromissos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o Partido Liberal tenta construir uma candidatura unificada para evitar fragmentação no primeiro turno. Já Ronaldo Caiado reafirma independência e mantém sua pré-candidatura pelo União Brasil.
O levantamento da Apex/Futura reforça a imagem de um país dividido e indica que o capital político do bolsonarismo permanece relevante, agora distribuído entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Para Lula, o principal desafio será reverter a desaprovação do governo e recuperar fôlego político para evitar um cenário adverso nas disputas diretas de 2026.
A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros do dia 15 ao dia 19 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08233/2026. O estudo custou R$ 160 mil e foi pago com recursos próprios.







