O papa Leão XIV afirmou nesta terça-feira (14/04) que democracias correm o risco de se transformar em uma “tirania da maioria” caso não estejam fundamentadas em valores morais sólidos. A declaração consta em uma carta divulgada pelo Vaticano.
No documento, enviado a participantes de um encontro internacional, o pontífice destacou que a legitimidade do poder democrático depende não apenas de regras institucionais, mas também da forma como esse poder é exercido. “Sem essa base, a democracia corre o risco de se tornar uma tirania da maioria ou uma máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas”, afirmou.
A manifestação ocorre dias após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou o papa de “terrível” nas redes sociais. O embate acontece em meio às divergências sobre a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, conflito que o pontífice tem criticado publicamente.
Apesar do contexto, a carta não menciona diretamente países ou líderes específicos. O papa reforçou que o poder não deve ser encarado como um fim em si mesmo, mas como instrumento voltado ao bem comum, e alertou para os riscos da concentração de autoridade.
Segundo Leão XIV, a moderação e a virtude no exercício do poder são essenciais para evitar abusos e impedir que sistemas democráticos sejam distorcidos por interesses ou pela exaltação excessiva de líderes.
Fonte: G1






