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Papa afirma que espaço para genuína liberdade de expressão está diminuindo no Ocidente

Liberdade de expressão é tema de discurso do papa Leão XIV no Vaticano, com críticas à “linguagem orwelliana” e alertas sobre polarização e direitos fundamentais.

Papa afirma que espaço para genuína liberdade de expressão está diminuindo no Ocidente

Liberdade de expressão é tema de discurso do papa Leão XIV no Vaticano, com críticas à “linguagem orwelliana” e alertas sobre polarização e direitos fundamentais.
Foto: Reprodução/Vatican News

O papa Leão XIV afirmou na semana passada que o espaço para a genuína liberdade de expressão está diminuindo no Ocidente. O papa também criticou a ascensão de uma “nova linguagem orwelliana” que, segundo ele, tende a excluir grupos que não se alinham a determinadas ideologias. O religioso defendeu ainda garantias como a liberdade de expressão, de consciência e de religião devem ser preservadas e efetivadas por Estados e instituições internacionais.

O pronunciamento foi feito durante o tradicional discurso aos embaixadores acreditados junto à Santa Sé, realizado na Sala das Bençãos, no Vaticano. No discurso o pontífice ressaltou que discursos e debates públicos têm sido moldados por terminologias que, na tentativa de ampliar a inclusão, acabam por restringir o exercício efetivo da liberdade de expressão.

Devemos observar o paradoxo de que o enfraquecimento da linguagem é frequentemente invocado em nome da própria liberdade de expressão. No entanto, numa análise mais atenta, o oposto é verdadeiro”, declarou Leão XIV, externando a importância de termos linguisticamente ancorados na verdade.

O discurso do papa, parte das saudações de Ano Novo ao Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé, abordou questões mais amplas de ordem internacional e direitos humanos. Segundo ele, o enfraquecimento das normas que balizam a comunicação pública e o debate ideológico pode resultar em maior polarização e menor proteção a liberdades fundamentais.

Além da liberdade de expressão, o pontífice também mencionou outros pontos de relevância global, entre eles os conflitos atuais, direitos humanos e o papel da diplomacia. Em tom crítico, afirmou que a busca pela paz tem sido prejudicada pela preferência crescente pelo uso da força como meio de resolução de disputas, numa passagem do discurso em que disse que a guerra voltou a estar na moda e alertou para a ameaça que isso representa ao estado de direito e à convivência civil.

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