A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão do chamado “inquérito das fake news”. O processo, iniciado em 2019, já se alonga por quase sete anos. O pedido reabre o debate sobre os limites constitucionais das investigações realizadas pela própria Corte.
O inquérito foi instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Alexandre de Moraes como relator, fundamentando-se na interpretação do regimento interno da Corte para investigar crimes contra seus próprios ministros. Desde sua abertura, a investigação tem enfrentado críticas de juristas e entidades que questionam sua duração e formato.
No documento apresentado, a OAB afirma que “sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua, em especial daqueles que, por sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal, deixam de ostentar delimitação material e temporal suficientemente precisa, bem como que não haja a instauração de novos procedimentos com essa mesma conformação expansiva e indefinida.”
No ofício assinado pela diretoria nacional e pelos presidentes das seccionais estaduais, a OAB expressa “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração”, com ênfase no caso do inquérito das Fake News. A entidade argumenta que a continuidade do procedimento precisa ser revista, considerando o prolongado tempo e as circunstâncias atuais.
A solicitação da OAB ocorreu após Moraes ter ordenado uma operação de busca e apreensão no âmbito do inquérito das fake news, visando auditores da Receita Federal suspeitos de acessar e vazar dados sigilosos relacionados a familiares de ministros do STF.







