As mudanças no currículo do ensino médio seguem em implementação neste ano, com alteração na carga horária para parte dos estudantes. A aplicação ocorre de forma gradual na maioria dos estados. Em 2025, os alunos do 1º ano já passaram a estudar sob o novo modelo. Em 2026, a mudança alcança o 2º ano, e, em 2027, chegará ao 3º ano.
A principal alteração está na redistribuição da carga horária. As disciplinas obrigatórias — como matemática, língua portuguesa, inglês e educação física — tiveram aumento de 1,8 mil para 2,4 mil horas ao longo do ciclo. Em contrapartida, a carga destinada aos itinerários formativos, parte optativa do currículo, foi reduzida de 1,2 mil para 600 horas. Esses itinerários permitem ao estudante aprofundar conhecimentos em áreas de interesse, como cidadania, economia, saúde ou meio ambiente.
No ensino profissional e tecnológico, também houve ajuste. A formação geral básica passou de 1,8 mil para 2,1 mil horas, incorporando conteúdos diretamente relacionados ao curso técnico, como matemática, física e química.
A proposta do novo currículo é priorizar conteúdos considerados essenciais, ao mesmo tempo em que mantém a possibilidade de aprofundamento em áreas específicas. Segundo o Ministério da Educação, o objetivo é ampliar e contextualizar o aprendizado, reduzindo a visão do ensino médio como etapa exclusivamente voltada à preparação para o vestibular e ao ingresso no ensino superior.







