O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou no último domingo (29/03) a liberação do acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, além da autorização para a realização de missas no local, após um episódio inicial de restrição por motivos de segurança.
A medida foi adotada após o religioso ter sido impedido de acessar a igreja no Domingo de Ramos, no início da Semana Santa. Segundo o governo israelense, a decisão da polícia ocorreu em meio ao cenário de guerra no Oriente Médio, diante de riscos concretos à segurança de fiéis e líderes religiosos.
Netanyahu afirmou que, ao tomar conhecimento do caso, determinou imediatamente que fosse garantido “acesso total e imediato” ao cardeal, permitindo a realização das celebrações religiosas. O premiê destacou que a prioridade das autoridades é preservar vidas, especialmente após relatos de ataques com mísseis próximos a áreas sensíveis da Cidade Velha de Jerusalém.
O governo de Israel sustenta que as restrições temporárias atingiram locais sagrados das três religiões — cristianismo, islamismo e judaísmo, como medida preventiva diante da escalada do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.
Autoridades israelenses ressaltam que não houve motivação religiosa na decisão inicial, mas sim uma ação voltada à segurança pública em um momento de elevado risco. A liberação rápida após a intervenção do primeiro-ministro é apontada como demonstração do compromisso do país com a liberdade de culto, mesmo em cenário de guerra.
Apesar das críticas internacionais, o governo reforça que Jerusalém permanece aberta às diferentes religiões, dentro das condições de segurança exigidas pelo atual contexto. O episódio ocorre em meio à intensificação do conflito na região, com Israel adotando medidas excepcionais para proteger civis e preservar locais históricos e religiosos considerados sensíveis.







