A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou depoimentos em suas redes sociais nos quais relata ter sido maltratada e humilhada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Em dois vídeos, Michelle expôs uma discussão com Flávio e afirmou que ambos não se falam desde o fim de 2025.
Segundo Michelle, o desentendimento ocorreu após um comício no Ceará, no fim do ano passado, no qual ela criticou as negociações do PL para se aliar ao pré-candidato ao governo do estado, Ciro Gomes (PSDB). À época, ela apontou para o deputado André Fernandes (PL-CE), articulador da aproximação, e classificou a aliança como “precipitada”. Michelle declarou ser contrária à união por considerar Gomes não confiável e por ele ter sido o principal responsável pelo processo de inelegibilidade de Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama afirmou que, ao telefonar para Flávio, ele foi ríspido e disse que ela deveria ficar fora das decisões partidárias por não entender de política. Michelle relatou que, após o episódio, os outros filhos do ex-presidente fizeram postagens similares na internet. Ela também mencionou sofrer ataques diários de um grupo que está no exterior e que aparece em fotos com Flávio, afetando sua filha adolescente, Laura. Michelle negou ter condicionado seu apoio à campanha a um pedido de desculpas público.
Após as publicações, Flávio Bolsonaro realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais em que evitou o assunto, afirmando que “nada nem ninguém” o aborreceria no dia do jogo do Brasil pela Copa do Mundo 2026. O pré-candidato relatou ter visitado Jair Bolsonaro na prisão domiciliar ontem (24/06) e afirmou que o ex-presidente mandou um abraço a todos e que recebeu dele a missão da candidatura. Aliados pressionam para que Michelle participe da pré-campanha de Flávio, alegando falta de esforço por parte dela.







