A deputada francesa Marine Le Pen declarou que recorrerá à Corte de Cassação após sua condenação pela Justiça, reafirmando sua inocência diante das acusações de desvio de fundos do Parlamento Europeu. A parlamentar contestou a decisão e afirmou que os cidadãos franceses terão a oportunidade de escolher nas urnas, argumentando que sua inelegibilidade representaria um problema democrático. Antes do veredicto, Le Pen havia condicionado a manutenção de sua candidatura à não obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, o que considerou inviável para realizar campanha.
A acusação aponta que funcionários pagos com verbas destinadas a assessores de eurodeputados atuavam, na verdade, para o seu partido na França, o Reunião Nacional (RN). Le Pen sustenta a regularidade das atividades, justificando o caso como uma divergência de interpretação sobre a divisão de tarefas entre a atuação partidária e a parlamentar. Durante anos, a investigação avançou em segundo plano, sem ameaçar as ambições presidenciais da líder, enquanto a legenda ampliava sua influência política.
O cenário mudou em março de 2025 com a condenação, que abriu a possibilidade real de impedimento de Le Pen para a eleição presidencial de 2027. Diante disso, o presidente do RN, Jordan Bardella, ganhou protagonismo e passou a ser cotado como alternativa para representar o partido na disputa pelo Palácio do Eliseu. Com a confirmação de sua candidatura, Le Pen afirmou que, caso vença o pleito presidencial, Bardella ocupará o cargo de primeiro-ministro.







