O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reduziu o nível de sigilo da ação envolvendo o Banco Master que tramita na Corte. A classificação passou do nível quatro para o três. O magistrado também ampliou a autonomia da Polícia Federal (PF) na condução das investigações.
A decisão foi tomada após a PF encaminhar ao STF considerações sobre o planejamento operacional e a realização de exames periciais na segunda fase da Operação Compliance Zero. Segundo a corporação, o Instituto Nacional de Criminalística estimou que um único perito levaria cerca de 20 semanas para concluir as extrações de dados em 100 dispositivos eletrônicos apreendidos.
Diante do volume de material, a PF apontou a necessidade de adotar o fluxo ordinário de trabalho da instituição e distribuir as demandas entre peritos habilitados, com o objetivo de garantir eficiência e preservar a cadeia de custódia. Ao acolher os argumentos, Mendonça autorizou a adoção do fluxo pericial padrão e permitiu que a PF realize diligências ordinárias de forma autônoma, como a oitiva de investigados e testemunhas em suas próprias dependências, desde que não haja necessidade de autorização judicial específica. O ministro também determinou que o material apreendido permaneça sob custódia nos depósitos da PF, a fim de evitar dificuldades logísticas e reduzir riscos à segurança dos bens.







