Mais de 3.000 pessoas tomaram as ruas de Lyon, na França, carregando retratos de Quentin Deranque, um jovem militante de direita de 23 anos que foi espancado até a m0rte por militantes de extrema esquerda. A manifestação ocorreu sob forte vigilância policial, em meio a um clima de alta tensão política provocado pelo caso. A marcha contou com a presença de lideranças que criticaram o “sistema” e a “violência”.
Políticos locais, como o prefeito de Lyon, Grégory Doucet, defenderam a proibição do ato para evitar que a cidade se tornasse a “capital da direita”, mas o ministério do Interior permitiu a mobilização em nome da liberdade de expressão. O presidente Emmanuel Macron fez um apelo geral à calma e anunciou que o governo se reunirá na próxima semana para discutir medidas contra “grupos de ação violenta”.
O crime ocorreu em 12 de fevereiro, à margem de uma conferência da eurodeputada Rima Hassan, do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI). Deranque estava no local para garantir a segurança de integrantes do coletivo Nemesis, que protestavam contra a conferência. Ele foi alvo de golpes por militantes de esquerda.
Até o momento, sete suspeitos foram indiciados, seis por homicídio doloso e um por cumplicidade. Entre os envolvidos, três são próximos de um deputado da LFI, incluindo um assistente do parlamentar Raphaël Arnault. O caso aumentou a pressão sobre a legenda às vésperas das eleições municipais de março.
O presidente do partido de direita Reunião Nacional (RN), Jordan Bardella, criticou a responsabilidade moral do governo na explosão da violência de extrema esquerda. O caso também ganhou repercussão internacional, com condenações à violência de extrema esquerda por parte da administração de Donald Trump e da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.







