O relatório da ONG internacional Human Rights Watch indica que 72% da população mundial vive sob regimes autoritários e que o mundo enfrenta um avanço autoritário. A análise faz parte do relatório mundial de 2026 no qual a ONG analisa a situação dos direitos humanos em mais de cem países.
Um dos documentos citados é o estudo “25 Anos de Autocratização – A Democracia Triunfa?”, feito pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, em 2025, e que analisa a situação dos países desde 1974. O documento classifica quase 200 países em cinco escalas: Autocracias (86 casos), Zona Cinzenta (17), Democracia Eleitoral (46) e Democracia Liberal (apenas 29 países).
As divisões são feitas da seguinte forma. Nas autocracias não há eleições ou se existem não são confiáveis, além de não existirem componentes democráticos fundamentais, como liberdade de expressão. É o caso da Rússia e da China. Já na zona cinzenta, existem intervalos de confiança e desconfiança que se sobrepõem, fazendo a classificação ficar incerta. É onde se encaixa o México.
Nas democracias eleitorais, onde se encaixa o Brasil, existem eleições multipartidárias livres e existem componentes democráticos fundamentais ainda que imperfeitos, com poucas restrições ao poder do governo. No nível mais alto, às Democracias Liberais, como na Suíça, existem eleições livres e justas, além de componentes democráticos fundamentais com amplas liberdades civis, também existe restrições judiciais e legislativas que limitam o poder do governo.







