A cientista política Laura Fernández foi eleita neste domingo (1º) presidente da Costa Rica ao obter 48,7% dos votos. Filiada ao PPSO (Partido Soberano do Povo), ela venceu uma disputa marcada pela fragmentação do cenário político e pela centralidade do tema da segurança pública. A presidente eleita defendeu, ao longo da campanha, a continuidade da atual administração em meio ao avanço da criminalidade no país.
Ex-chefe de gabinete do presidente Rodrigo Chaves, Fernández superou outros 19 candidatos na corrida presidencial. Segundo dados do Centro de Investigação e Estudos Políticos da Universidade da Costa Rica (Ciep), nenhum dos concorrentes ultrapassava 10% das intenções de voto nas pesquisas realizadas antes da eleição.
O segundo colocado foi Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN), que alcançou 33,18% dos votos. Ramos também integrou o governo Chaves, tendo chefiado o sistema de previdência social no início da atual gestão.
A escalada da violência dominou o debate eleitoral. Levantamentos indicam que cerca de 40% do eleitorado apontaram a criminalidade como o principal problema do país, percentual significativamente superior aos 4% registrados quatro anos atrás, quando Rodrigo Chaves foi eleito presidente.
Autoridades costarriquenhas associam parte do aumento da violência a alterações nas rotas do narcotráfico internacional. Avaliações oficiais indicam que o país passou a ser utilizado como ponto de armazenamento de cocaína antes do envio da droga para os Estados Unidos e países da Europa.
Em 2025, a Costa Rica registrou taxa de 16,7 homicídios a cada 100 mil habitantes, com 873 assassinatos contabilizados, três a menos que no ano anterior. O recorde histórico ocorreu em 2023, quando foram registradas 905 mortes violentas. Em 2022, o número foi de 654 homicídios.







