Estudos técnicos produzidos pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que o fim da escala 6×1 poderia gerar um aumento de até 13% nos preços finais ao consumidor. Na avaliação do estudo, reduzir a jornada sem o correspondente aumento de eficiência colocaria em risco a saúde financeira de milhões de estabelecimentos que operam com margens estreitas.
Conforme o presidente do sistema CNC, José Roberto Tadros, o impacto mais imediato com a aprovação do fim da escala 6×1 seria na elevação do custo operacional, que estudos técnicos da confederação apontam poder chegar a R$122 bilhões no comércio e R$ 235 bilhões nos serviços. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele afirmou que a necessidade de contratações adicionais para cobrir os turnos e o aumento imediato da folha de pagamento vão criar uma pressão financeira insustentável para muitas empresas.
Além da inflação, a CNC também aponta para um efeito colateral no mercado de trabalho. A incapacidade de arcar com os novos custos pode forçar empresas a reduzir quadros de funcionários, migrar para a informalidade como estratégia de sobrevivência e reduzir renda de trabalhadores que dependem de comissões e produtividade.
O debate sobre a mudança na escala de trabalho no país tem aparecido como um ponto de divergência entre o governo federal e parte importante do empresariado brasileiro. O fim da escala 6×1 é uma das bandeiras que devem ganhar destaque na provável campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).







