O Brasil deve enfrentar mudanças no clima nos próximos meses com o possível retorno do El Niño. Após um período de águas mais frias, o Oceano Pacífico começou a apresentar aquecimento acelerado, indicando o início do fenômeno que altera o regime de chuvas e temperaturas em várias regiões do país.
Especialistas apontam que o El Niño pode se consolidar entre março e maio de 2026. Embora parte dos órgãos oficiais ainda registre temperaturas próximas da média, medições da Meteored identificaram uma “bolha de água quente” emergindo das profundezas do oceano, sinal clássico da formação do fenômeno.
Na área próxima à costa da América do Sul, as águas já estão cerca de 0,5 °C acima do normal. Esse aquecimento indica que o processo de transição está em andamento e pode evoluir mais rapidamente do que o previsto inicialmente.
Caso o aquecimento se intensifique até maio, o inverno brasileiro poderá apresentar características atípicas. No Sul, a tendência é de aumento das chuvas e maior frequência de frentes frias persistentes. Já no Norte e Nordeste, o cenário é inverso, com redução das precipitações e maior risco de períodos de seca, especialmente na Amazônia. Nas demais regiões, a expectativa é de temperaturas acima da média, com menor ocorrência de ondas de frio intenso.
Os cientistas acompanham o avanço do aquecimento para determinar se o evento será limitado à costa sul-americana ou se evoluirá para um El Niño completo, com aquecimento mais amplo no Pacífico. Nesse caso, os impactos climáticos poderão ser mais duradouros e significativos no Brasil.







