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Eduardo Paes propõe ampliar Grupo Especial para 15 escolas antes de deixar prefeitura

Eduardo Paes sugere expansão do Grupo Especial do Rio para 15 escolas. Proposta prevê convite a agremiações tradicionais e enfrenta desafios financeiros na Liesa.

Eduardo Paes propõe ampliar Grupo Especial para 15 escolas antes de deixar prefeitura

Eduardo Paes sugere expansão do Grupo Especial do Rio para 15 escolas. Proposta prevê convite a agremiações tradicionais e enfrenta desafios financeiros na Liesa.
Foto: Lucas Mathias/VEJA

O prefeito Eduardo Paes (PSD) apresentou, em suas redes sociais, uma proposta para ampliar o Grupo Especial do Carnaval carioca de 12 para 15 escolas de samba. A sugestão, descrita como sua “última sugestão carnavalesca” antes de deixar o cargo para disputar o governo do estado, prevê que cinco agremiações desfilem por noite em um formato de três dias de espetáculo.

Pela ideia de Paes, o aumento do número de escolas seria preenchido por meio de convites a agremiações tradicionais que hoje integram a Série Ouro, como Estácio de Sá, União da Ilha e Império Serrano. O prefeito afirmou que antecipou a proposta ao seu sucessor, Eduardo Cavaliere, e ao presidente da Liesa, Gabriel David, para garantir que o debate ocorra enquanto ainda ocupa o cargo municipal.

A proposta dividiu opiniões entre gestores e foliões:

  • LIGA-RJ: O presidente Hugo Junior manifestou entusiasmo com a iniciativa, mas ressaltou que aguarda definições oficiais.
  • LIESA: A entidade ainda não se pronunciou, mas o presidente Gabriel David já havia sinalizado, em ocasiões anteriores, barreiras financeiras e estruturais para tal expansão.
  • Público: Nas redes sociais, internautas debatem se a inclusão deve seguir critérios de tradição ou o ranking do Carnaval 2026. Há também críticas de quem prefere o formato atual, considerado menos desgastante para o espectador.

A viabilização da proposta enfrenta desafios práticos. Segundo declarações prévias da Liesa, a inclusão de três novas escolas exigiria um repasse adicional de cerca de R$ 40 milhões. Além disso, a Cidade do Samba possui apenas 12 barracões, o que demandaria obras de ampliação no complexo ou a utilização da futura Fábrica do Carnaval Rosa Magalhães, ainda em construção na Leopoldina. A mudança também exigiria uma reestruturação profunda nos regulamentos de acesso e descenso, dependendo de negociações complexas entre as ligas e as agremiações envolvidas.

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