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Dívida bruta sobe para 78,8% do PIB em janeiro, diz BC

Dívida bruta do governo sobe para 78,8% do PIB e atinge R$ 10,1 trilhões em janeiro, segundo relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central.

Dívida bruta sobe para 78,8% do PIB em janeiro, diz BC

Dívida bruta do governo sobe para 78,8% do PIB e atinge R$ 10,1 trilhões em janeiro, segundo relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central.
Foto: Reprodução/Giro Econômico

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 78,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em janeiro, segundo relatório de Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central do Brasil. O índice representa alta de 0,1 ponto percentual em relação a dezembro. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento acumulado chega a 7,1 pontos percentuais.

Em valores nominais, a dívida totalizou R$ 10,1 trilhões. De acordo com o Banco Central, o principal fator de pressão foi a incorporação de juros nominais, que elevaram a relação dívida-PIB em 0,8 ponto percentual no mês. Esse efeito foi parcialmente compensado por resgates líquidos da dívida (-0,2 ponto percentual), variação do PIB nominal (-0,4 ponto percentual) e valorização cambial (-0,2 ponto percentual).

O setor público consolidado, que inclui União, Estados, municípios e estatais, gastou R$ 63,6 bilhões com juros da dívida em janeiro. No mesmo mês de 2025, o valor havia sido de R$ 40,4 bilhões. No acumulado de 12 meses, a despesa com juros atingiu R$ 1,031 trilhão, o maior valor nominal da série histórica iniciada em 2002, equivalente a 8,05% do PIB. Um ano antes, o gasto anualizado correspondia a R$ 910,9 bilhões, ou 7,69% do PIB.

O resultado nominal do setor público, que inclui o resultado primário e as despesas com juros, registrou superavit de R$ 40,1 bilhões em janeiro. No acumulado de 12 meses, no entanto, houve deficit de R$ 1,086 trilhão, equivalente a 8,49% do PIB. Em dezembro de 2025, o saldo negativo era de R$ 1,063 trilhão, ou 8,34% do PIB.

O Banco Central divulga mensalmente esses dados para medir a necessidade de financiamento do setor público consolidado, indicador que aponta o volume de recursos necessários para cobrir eventuais deficits e acompanhar a evolução do endividamento público.

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