A indefinição sobre quem será o principal nome da direita para disputar a Presidência da República em 2026 tem acentuado disputas internas entre lideranças do campo político. O cenário ganhou novos contornos após pesquisa Genial Quaest apontar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como um nome fortalecido para a corrida presidencial.
Na esteira do levantamento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep), declarou publicamente apoio a Flávio Bolsonaro, afirmando que ele é o seu candidato e contará com seu respaldo. A manifestação ocorreu dias após a primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, publicar nas redes sociais que “o Brasil precisa de um novo CEO”, frase interpretada como possível sinalização de uma candidatura do governador. Tarcísio negou a leitura e afirmou que a publicação foi um desabafo contra o PT, reiterando apoio a Flávio.
A interação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com a postagem de Cristiane Freitas desencadeou novos atritos. Michelle passou a ser criticada pelo jornalista Allan dos Santos, que a acusou de apoiar um suposto projeto presidencial de Tarcísio. Em resposta, Michelle publicou um texto rebatendo as críticas e negando articulações eleitorais, afirmando atuar a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para manter seu legado político.
As tensões também alcançaram o meio religioso. A senadora Damares Alves (Rep) e o pastor Silas Malafaia também trocaram acusações. A discussão ocorreu após declarações da parlamentar sobre investigações envolvendo igrejas na CPMI que apura desvios no INSS. Damares divulgou nomes de igrejas e líderes religiosos citados em requerimentos da comissão, mas Malafaia contestou a relevância das informações e manteve as críticas.
Os conflitos expõem dificuldades históricas da direita brasileira em coordenar liderança, discurso e estratégia, o que pode fragilizar a imagem de unidade do grupo. Apesar disso, as disputas internas não significam, necessariamente, fortalecimento automático da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que a unificação da direita tende a ocorrer apenas com a formalização das candidaturas.







