O diretor-executivo do Instagram, Adam Mosseri, rejeitou a noção de “dependência clínica” das redes sociais e citou, em vez disso, um “uso problemático das redes”. A declaração aconteceu durante o terceiro dia do durante o julgamento histórico contra a Meta e o Google.
A Meta, dona do Instagram e do Facebook, e o YouTube, pertencente à Google, são acusados de desenvolverem propositalmente produtos viciantes para crianças com o objetivo de aumentar seus lucros. A decisão deste caso criará precedente judicial para dezenas de processos judiciais enfrentados pelas redes sociais.
O conceito de dependência é a chave neste julgamento, que se concentra na denúncia de uma mulher de 20 anos, identificada como Kaley G. M., que afirma ter sofrido danos mentais graves causados pelas redes sociais. A demandante começou a usar o YouTube aos seis anos e entrou no Instagram aos 11, antes de passar para o Snapchat e o TikTok dois ou três anos depois.
Mosseri foi a primeira figura importante do Vale do Silício a depor perante o júri de 12 integrantes. Ele também rejeitou a ideia de que a Meta priorizasse seus lucros em detrimento da segurança de seus usuários. Um depoimento do diretor executivo da Meta, Mark Zuckerberg, está previsto para o próximo dia 18 de fevereiro e, no dia seguinte, 19 de fevereiro, o chefe do YouTube, Neil Mohan, deve depor.







