Portugal realizou neste domingo (18/01) o primeiro turno de sua eleição presidencial em uma eleição marcada pela maior concorrência de candidatos na história democrática do país. Milhares de eleitores foram às urnas voluntariamente, o voto não é obrigatório no país, para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que termina seu segundo mandato e está impedido de concorrer novamente.
A eleição ocorreu em um cenário de fragmentação política, com um número recorde de candidatos e indicação de um possível segundo turno, dado o estreito desempenho dos principais concorrentes nas sondagens. Embora o cargo de presidente seja amplamente cerimonial, o chefe do Estado em Portugal possui atribuições constitucionais relevantes, como veto a leis, dissolução do Parlamento em situações de crise e convocação de eleições antecipadas — poderes que podem influenciar o cenário político nacional após a transição.
Ao todo foram 11 candidatos que se apresentaram ao cargo de Presidente da República, mas apenas quatro figuram com destaque: Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD (Partido Social-Democrata), partido do Primeiro Ministro Luís Montenegro; António José Seguro, apoiado pelo PS (Partido Socialista); André Ventura, líder do partido Chega, visto como o “Bolsonaro Português“; e João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal. Outro candidato com presença relevante na disputa é Henrique Gouveia e Melo, ex-almirante e que concorreu independente.
Como nenhum dos candidatos conseguiu alcançar mais de 50% dos votos, o país terá de realizar um segundo turno no próximo dia 8 de fevereiro entre dois Andrés. André Seguro (PS), que ficou em primeiro lugar com mais de 30% dos votos, e André Ventura (Chega), que obteve 24% dos votos.







