O clima político na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) registrou forte tensão nesta semana. Uma troca de acusações ocorreu entre o líder do governo, Rodrigo Amorim (União), e o presidente da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). O conflito centraliza-se no Projeto de Lei 7.187/2026, que propõe a extensão do horário dos vagões femininos para 24 horas por dia nos sistemas metroviário e ferroviário.
Durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Amorim criticou a condução de Delaroli, classificando-a como imperialista e ditatorial. O parlamentar alegou que o presidente teria atropelado iniciativas semelhantes de outros deputados e ameaçou articular o veto à medida junto ao governador, utilizando sua prerrogativa de líder do governo.
Em nota oficial, Guilherme Delaroli rebateu as declarações, atribuindo a postura de Amorim à “vaidade e falta de empatia“. O presidente da Alerj ressaltou que o projeto foi aprovado por unanimidade no plenário e representa uma demanda histórica das mulheres fluminenses por maior segurança no transporte público.
Delaroli afirmou que as ameaças de impedimento da sanção da lei não atingem apenas a presidência, mas todas as potenciais beneficiárias da política pública. Ele reiterou o compromisso de trabalhar para que a exclusividade dos vagões durante as 24 horas entre em vigor, priorizando o bem-estar da população em detrimento de disputas internas.
A proposta de ampliação do horário dos vagões exclusivos é um dos temas de maior apelo social na pauta atual da Alerj. O embate entre as duas principais lideranças do Legislativo fluminense sinaliza um racha na base governista, podendo impactar a tramitação de futuras matérias e a relação entre os poderes Legislativo e Executivo nas próximas semanas.







