O presidente do Chile, José Antonio Kast, deu início nesta semana à construção de barreiras físicas na fronteira norte do país. A medida, uma das principais promessas de sua campanha, visa conter o fluxo de migrantes irregulares vindos do Peru e da Bolívia, além de combater o narcotráfico e o crime organizado na região.
O plano, batizado de “Escudo Fronteiriço”, prevê a instalação de aproximadamente 500 km de infraestrutura em um prazo de 90 dias. As obras concentram-se em três regiões estratégicas: Arica (fronteira com o Peru), Antofagasta e Tarapacá (onde se localiza Colchane, principal ponto de entrada pela Bolívia). Durante o início dos trabalhos no posto de Chacalluta, Kast acompanhou a abertura de valas profundas destinadas a dificultar a travessia.
Além dos muros e valas, o governo anunciou um reforço tecnológico e militar para garantir a segurança das fronteiras: extensão de 500 km de barreiras físicas (valas e muros), uso de meios tecnológicos avançados para vigilância constante, aumento do contingente militar nas regiões fronteiriças, prioridade para as passagens de Chacalluta e Colchane.
Conforme dados oficiais, o Chile possui cerca de 337 mil migrantes irregulares em uma população de 20 milhões de habitantes, sendo a maioria de origem venezuelana. Apesar do início das obras, o Serviço Nacional de Migrações aponta que as entradas por passagens não autorizadas vêm registrando uma queda contínua desde 2021. Em 2025, o recuo foi de 10,2%, totalizando pouco mais de 26 mil denúncias.
O governo justifica a urgência das barreiras afirmando que o país teve sua soberania vulnerada pela imigração ilegal e pelo crime organizado nos últimos anos. O Chile agora busca uma solução definitiva para seu controle territorial.







