A morte do cão comunitário conhecido como Orelha, após agressões registradas em Florianópolis (SC), ganhou repercussão nacional e levou o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a se manifestar publicamente nas redes sociais. As declarações ocorreram em meio a críticas à condução das investigações e a pedidos, feitos por internautas, para que o caso fosse federalizado.
O episódio ocorreu na região da Praia Brava e provocou protestos em diferentes cidades do país, além de ampla mobilização nas plataformas digitais. Segundo as informações divulgadas, o animal foi vítima de agressões de adolescentes e acabou sendo submetido à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos.
Em publicações feitas na rede social X, Ulisses Gabriel afirmou que Santa Catarina estaria sendo alvo de ataques motivados por razões políticas. O delegado associou as críticas ao fato de o Estado, segundo ele, apresentar um perfil político de direita e indicadores sociais e de segurança pública superiores aos de outras regiões do país.
“E eu que pensava que o propósito da esquerda era paz e amor. Deve ser apenas os pares e para os traficantes. Ao invés de nos atacar, cobrem de seus deputados a redução da maioridade penal, a melhoria das polícias e o recrudescimento das leis penais. Hiprocrisia de momento” disse Gabriel.
Nas manifestações, o delegado-geral também direcionou críticas a setores da esquerda e utilizou o caso para defender mudanças na legislação penal. As declarações repercutiram nas redes sociais e ampliaram o debate em torno do episódio, que segue sob investigação pelas autoridades locais.







