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Deputada Eleita do PT apaga posts em que defendia o Aborto e fechamento de Igrejas

Deputada Eleita do PT apaga posts em que defendia o Aborto e fechamento de Igrejas

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, tornou-se alvo de repercussão nas redes sociais após a circulação de capturas de tela de publicações antigas atribuídas a ela no X, antigo Twitter. As mensagens abordam temas como aborto, religião e restrições às redes sociais.

Entre os conteúdos compartilhados estão mensagens que supostamente defendiam o fechamento de igrejas, criticavam evangélicos e apoiavam o direito ao aborto inclusive após a 22ª semana de gestação. Parlamentares da oposição, entre eles Nikolas Ferreira (PL-MG), divulgaram publicações atribuídas à petista.

Ana Elisa negou a autoria de parte do material e classificou as imagens como montagens e notícias falsas. A deputada eleita afirmou que acionou a Justiça Eleitoral contra a divulgação do conteúdo. A autenticidade de todas as capturas e o contexto das mensagens não foram confirmados de forma independente.

A controvérsia ocorre poucos dias depois de Ana Elisa ser convocada para colaborar com a estratégia de comunicação digital da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Eleita por Minas Gerais com 524.219 votos, ela foi a segunda candidata mais votada no estado para a Câmara dos Deputados, atrás apenas de Nikolas Ferreira.

Além da repercussão das publicações, Ana Elisa denunciou ter recebido ameaças de morte e violência sexual durante o período eleitoral. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, as mensagens incluíam ataques racistas e misóginos, e o caso foi comunicado à Polícia Civil. A parlamentar também relatou exposição de dados pessoais e deverá receber escolta.

O episódio ampliou a disputa política nas redes sociais durante o segundo turno presidencial. Enquanto opositores questionam o conteúdo atribuído à deputada, ela sustenta que parte das publicações divulgadas é falsa e afirma que buscará responsabilização judicial.

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