O Banco Central decretou nesta semana a liquidação extrajudicial do Will Bank, dois meses após a quebra de seu controlador, o Banco Master. A decisão foi tomada após a Mastercard suspender os cartões da instituição por falta de pagamento, o que levou à interrupção imediata de todas as operações do banco digital, incluindo Pix, pagamentos e saques.
Agora, com a liquidação, o Banco Central nomeará um liquidante responsável por organizar as informações financeiras e consolidar a lista de credores. A partir desse levantamento, será iniciado o processo de ressarcimento aos clientes por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Os recursos mantidos em conta corrente, poupança e aplicações como CDBs estão protegidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF. O valor considerado será o saldo existente na data da decretação da liquidação. Para receber o reembolso, os clientes deverão se cadastrar no aplicativo do FGC, disponível para sistemas Android e iOS. O pagamento não ocorre de forma imediata e depende do envio da relação oficial de credores pelo liquidante.
Os cartões de crédito do Will Bank tiveram o uso suspenso pela Mastercard. Apesar disso, as faturas em aberto continuam válidas e devem ser quitadas para evitar cobrança de juros e eventual negativação do nome do cliente. Assim também os contratos de empréstimos permanecem ativos, e as parcelas seguem vencendo normalmente, devendo ser pagas conforme as orientações que serão divulgadas pela administração da liquidação.
A liquidação do Will Bank é apontada como consequência direta da quebra do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025, após investigações por fraudes de grande proporção. A fintech chegou a tentar uma venda para evitar o encerramento das atividades, mas a negociação não avançou. Com o bloqueio dos serviços pela Mastercard, o Banco Central avaliou que não havia condições para a continuidade das operações.







