O número de senadores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deve alcançar 49 parlamentares após as Eleições 2026, realizadas no último domingo (04/10). Os dados pertencem a um levantamento feito pela Folha de S. Paulo.
Conforme a pesquisa, 14 senadores, dos que ainda possuem mais quatro anos de mandato declararam apoio ao afastamento de magistrados da Suprema Corte. A esse grupo se somam 35 novos senadores eleitos no pleito recente que compartilham do mesmo posicionamento.
O processo de impedimento contra um ministro do STF é inédito no país e exige o apoio de ao menos dois terços da Casa para a cassação do mandato, o que equivale a 54 votos favoráveis. Além da votação em plenário, o prosseguimento da matéria depende do presidente do Senado, a quem cabe aceitar, rejeitar ou arquivar a petição inicial.
Com o resultado das urnas, o PL fortaleceu sua bancada ao eleger 19 senadores, atingindo 28 cadeiras. A legenda é a principal articuladora do afastamento de integrantes da Corte. Entre os eleitos pelo partido estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis.
A composição favorável ao impeachment inclui ainda três senadores eleitos pela Federação União-Progressista, três pelo Partido Novo, três pelo MDB e dois pelo Republicanos. O principal alvo de filiados e aliados do PL é o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo sobre o 8 de janeiro que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão.
O impeachment é o instrumento jurídico previsto pela Constituição Federal e pela Lei nº 1.079/1950 para afastar autoridades públicas acusadas de crimes de responsabilidade. Ele alcança cargos como o de presidente da República, governadores, ministros de Estado e ministros do STF.






