Acompanhe-nos nas redes sociais:

AIE inicia liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo frente a crise em Ormuz

AIE libera 400 milhões de barris de petróleo para conter preços após ataques do Irã no Estreito de Ormuz. Medida histórica começa nesta segunda-feira (16).

AIE inicia liberação recorde de 400 milhões de barris de petróleo frente a crise em Ormuz

AIE libera 400 milhões de barris de petróleo para conter preços após ataques do Irã no Estreito de Ormuz. Medida histórica começa nesta segunda-feira (16).
Foto: Anton Petrus/ Getty Images

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou o início da maior liberação de reservas estratégicas de petróleo da história. A medida, que envolve 32 países, disponibilizará 400 milhões de barris para tentar conter a escalada de preços e compensar as interrupções de fluxo no Estreito de Ormuz. As liberações começam nesta segunda-feira (16), priorizando a Ásia e Oceania, seguidas por Américas e Europa.

O gesto coordenado ocorre em resposta à intensificação de ataques iranianos a petroleiros e cargueiros na passagem de Ormuz, por onde trafega um quinto do petróleo mundial. O bloqueio elevou o preço do barril Brent novamente à casa dos US$ 100 no fim da semana. Diante da crise, o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ação global, e Washington chegou a flexibilizar sanções ao petróleo russo para aliviar o mercado.

Os Estados Unidos lideram a iniciativa com a liberação de 172 milhões de barris ao longo de 120 dias. O Japão contribuirá com 80 milhões de barris, enquanto Alemanha, França e Reino Unido também participam. No total, as Américas desbloquearão 172,2 milhões de barris, a Ásia-Oceania 66,8 milhões e a Europa 32,7 milhões. O restante será suprido por estoques industriais.

Apesar do volume recorde — superior aos 182 milhões de barris liberados após a invasão da Ucrânia em 2022 —, analistas preveem impacto moderado. O montante cobre apenas de três a quatro semanas de perdas do fluxo do Golfo, volume considerado pequeno diante do consumo global de 100 milhões de barris por dia. Especialistas alertam que a medida pode ser interpretada pelo mercado como um sinal de pânico, e os preços podem subir caso o fechamento do Estreito de Ormuz se prolongue.

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp
X

Acompanhe-nos nas redes sociais

Participe de nosso Canal no WhatsApp!