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Campanha de Lula tenta culpar Bolsonaro pelo preço alto dos alimentos

Campanha à reeleição de Lula atribui ao governo Bolsonaro a alta nos preços dos alimentos e apresenta novas propostas econômicas na TV.

Campanha de Lula tenta culpar Bolsonaro pelo preço alto dos alimentos

Campanha à reeleição de Lula atribui ao governo Bolsonaro a alta nos preços dos alimentos e apresenta novas propostas econômicas na TV.
Foto: Toni Pires/Poder360

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu atribuir à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) parte da responsabilidade pelo preço atual dos alimentos. A estratégia foi estruturada para ir ao ar em um novo programa eleitoral.

Na propaganda, Lula argumenta que o grupo político adversário promete reduzir o custo de vida, mas permitiu a alta de itens básicos como arroz e feijão quando esteve no poder. Lula também associa os preços cobrados em supermercados e postos de combustíveis a medidas adotadas pela administração anterior, citando benefícios tributários a produtos de luxo e mudanças na distribuição e no refino de combustíveis.

O programa exibe depoimentos sobre o aumento de despesas no período passado, resgata imagens da chamada “fila do osso” da eleição de 2022 e sustenta que o atual governo trabalha para recuperar o poder de compra da população. A peça também mira diretamente o senador Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula, exibindo declarações em que ele nega investigações seguidas de reportagens sobre apurações em seu desfavor. O senador nega irregularidades.

Além das críticas, o programa apresenta propostas econômicas, como a elevação gradual do limite anual de faturamento de microempreendedores individuais de R$ 80 mil para R$ 140 mil, medida enviada ao Congresso com impacto estimado de R$ 8,1 bilhões até 2029. Também são listadas a futura isenção de tributos sobre a cesta básica e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. A mudança de tom ocorre em meio à oscilação de Flávio nas pesquisas de intenção de voto.

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