O Partido Progressistas (PP) declarou nesta semana que permanecerá neutro nas eleições presidenciais deste ano. O anúncio foi feito pelo deputado federal Ricardo Barros (PP), tesoureiro do partido. A definição ocorreu após consulta aos diretórios estaduais da sigla, que optaram por maioria pela neutralidade, decidindo também por não convocar Convenção Nacional. O posicionamento é divulgado no contexto das articulações para a formação da chapa presidencial da oposição.
Anteriormente a senadora Tereza Cristina havia sinalizado a aliados políticos e a representantes do mercado financeiro a intenção de ser candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). No anúncio do PP, Barros informou que a decisão do partido foi acatada pela senadora, que desistiu de ser vice de Flávio.
A ex-ministra da Agricultura, de 72 anos, já havia sido sondada anteriormente para a vaga e tinha recusado o convite, mas passou a avaliar a possibilidade. O avanço da composição, contudo, dependia do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que vinha defendendo a neutralidade do partido no primeiro turno nacional.
No PL, o nome de Tereza Cristina era avaliado como uma opção para ampliar a aceitação entre o público feminino, fortalecer a relação com o setor do agronegócio e facilitar a interlocução com o Congresso Nacional. Flávio Bolsonaro tem preferência por uma mulher para compor a chapa.






