A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) avaliará se o movimento cristão Legendários é compatível com sua linha doutrinária. O tema entrará na pauta da reunião do Supremo Concílio da IPB, em Manaus, última instância deliberativa da denominação.
Conforme o reverendo Juarez Marcondes Filho, pastor da Igreja Presbiteriana de Curitiba, a IPB tende, em princípio, a não recomendar a participação de seus membros no grupo. Segundo o pastor, a ênfase na masculinidade cristã já é oferecida pela igreja em sua vivência normal, enquanto aspectos do movimento que lembram “lavagem cerebral” não integram a dinâmica presbiteriana.
O reverendo esclareceu que a análise focará a influência do movimento dentro da IPB, sem constituir um juízo de valor geral sobre o Legendários. A palavra definitiva sobre a questão dependerá da discussão e aprovação na assembleia.
Fundado em 2015 na Guatemala pelo pastor Chepe Putzu, o Legendários propõe experiências de intenso crescimento espiritual para homens em locais afastados, como montanhas. A programação inclui orações e pregações sobre a identidade masculina bíblica, além de caminhadas por trilhas, pernoites em barracas e desconfortos físicos. O grupo também realiza ações humanitárias em locais afetados por desastres ambientais.
Dados do site oficial apontam a presença de 210.209 participantes e 215 sedes pelo mundo. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de homens integrados ao projeto. No mesmo ano, a participação de personalidades brasileiras ampliou a visibilidade do grupo no país e gerou críticas à iniciativa.







