A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou, um esquema de fornecimento de material bélico que utilizava tecnologia para abastecer a criminalidade na Zona Oeste da capital. Durante operação em Rio das Pedras, coordenada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), os agentes apreenderam uma impressora 3D usada por criminosos para confeccionar partes de pistolas e fuzis. A ação visava cortar o fluxo ilegal de produtos controlados e prender os líderes da organização.
Segundo as investigações, o equipamento de impressão tridimensional moldava a estrutura principal das armas em plástico de alta resistência. Posteriormente, o esqueleto recebia peças de ferro importadas para o revestimento interno, permitindo o funcionamento e a montagem final do armamento.
O principal alvo da operação, Paulo Matos de Oliveira, apontado como traficante internacional de armas e munições, foi preso em sua residência com a esposa, Letícia Gonçalves Rodrigues. No imóvel, os policiais encontraram dois fuzis calibre 5,56 mm, duas granadas e munição.
A Desarme revelou que Oliveira utilizava documentos falsificados de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) para burlar a fiscalização. Com a identidade falsa, ele adquiria materiais diretamente de uma fabricante de produtos bélicos e de uma empresa especializada em Santa Catarina. Em poucos meses, o grupo comprou ilegalmente mais de 10 mil projéteis de fuzil (5,56 mm) e de pistola (9 mm), além de carregadores.
O esquema misturava a impressão 3D e a fraude documental de registros de CACs. De acordo com a Polícia Civil, Oliveira atuava como fornecedor para a milícia local e para traficantes de drogas da região. Os dois grupos travam, há semanas, uma disputa pelo controle territorial e exploração de serviços em Rio das Pedras. A ação também resultou na prisão de outros dois homens e na apreensão de um menor de idade.







