A prisão da advogada Áricka Cunha, ocorrida na tarde da última quarta-feira (15/04) em seu escritório em Cocalzinho de Goiás, gerou forte reação da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO). A detenção, determinada pelo delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, fundamentou-se em uma suposta difamação após a profissional criticar, em redes sociais, o arquivamento de uma ocorrência registrada por ela.
O caso teve início quando a advogada publicou trechos de um despacho policial em que o delegado justificava o arquivamento de uma queixa de ofensa feita por ela contra um servidor, alegando “fato atípico” e “falta de efetivo”. O delegado considerou a postagem ofensiva e efetuou a prisão em flagrante dentro do ambiente de trabalho da causídica. Cunha foi liberada no mesmo dia após pagar fiança de R$ 10 mil.
Em nota, a advogada classificou o episódio como uma afronta às prerrogativas da classe e à inviolabilidade do escritório profissional. A OAB-GO reagiu prontamente, classificando a prisão como arbitrária. Por meio da Portaria nº 05/2026, a Ordem determinou a abertura de procedimentos contra o delegado, incluindo representação por crime de abuso de autoridade junto ao Ministério Público e acionamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
A Procuradoria de Prerrogativas da OAB-GO já atua no processo para requerer a nulidade absoluta do auto de prisão em flagrante. Por sua vez, a Polícia Civil de Goiás informou que a Superintendência de Correições e Disciplina está tomando as providências necessárias para a apuração dos fatos.







