Durante a celebração de Domingo de Ramos, neste 29 de março, na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV fez uma das declarações mais contundentes de seu pontificado ao afirmar que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras.
Em sua homilia, o pontífice citou a passagem bíblica de Livro de Isaías (1,15) para sustentar que “Jesus não escuta as orações daqueles que fazem guerra”, acrescentando que ninguém pode usar a fé para justificar conflitos armados.
A fala ocorre em meio a um cenário internacional de tensões, incluindo conflitos recentes no Oriente Médio, embora o papa não tenha mencionado países ou líderes específicos. Ainda assim, o contexto deu forte peso político à mensagem, especialmente por envolver governantes que se declaram cristãos.
Primeiro papa americano da história, Leão XIV tem reforçado, desde o início de seu pontificado, apelos por paz, diálogo e desarmamento, além de críticas ao uso da religião como justificativa para violência.
A declaração repercutiu em veículos internacionais e foi vista como um endurecimento no tom adotado pelo Vaticano diante de guerras em curso, mantendo, porém, a tradicional cautela diplomática da Santa Sé.







