Levantamento do Sulpetro aponta que 88% dos postos de combustíveis do Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades para reposição de produtos. A pesquisa foi realizada em 24/03 com 1.253 estabelecimentos e indica restrições principalmente no fornecimento de gasolina e diesel.
Segundo o setor, a crise está ligada a tensões no Oriente Médio, que impactaram a oferta e provocaram aumento da demanda, resultando em entregas reduzidas por parte das distribuidoras. Postos sem bandeira são os mais afetados, com dificuldade de negociação e custos mais elevados, o que já gera risco de paralisação de atividades.
Em Porto Alegre e região metropolitana, há relatos de escassez e racionamento, especialmente de diesel. O cenário também atinge prefeituras: dados da Famurs indicam que mais de 140 municípios registram problemas no abastecimento, levando à priorização de serviços essenciais.
A Petrobras informou que não atua diretamente na distribuição desde 2021 e que os preços finais incluem fatores como tributos, mistura de biocombustíveis e logística. Já o Sindisul reconheceu oscilações pontuais, mas nega falta generalizada. O caso é acompanhado por órgãos reguladores, sem previsão clara de normalização no curto prazo.







