A eleição indireta para governador e vice-governador do Rio de Janeiro deve ocorrer no dia 22 de abril de 2026, seguindo os prazos previstos na Constituição estadual. A votação será realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro após a configuração de dupla vacância no Executivo.
O cenário foi provocado pela renúncia do ex-governador Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O vice-governador Thiago Pampolha já havia deixado o cargo em 2025 para assumir função no Tribunal de Contas do Estado.
Com a vacância ocorrendo nos dois últimos anos do mandato, a Constituição estadual determina a realização de eleição indireta para escolha de uma chapa que governará até 31 de dezembro de 2026. Atualmente, o comando do estado está interinamente com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro.
O processo será conduzido pelos 70 deputados estaduais, que atuarão como colégio eleitoral. A votação será secreta, conforme decisão liminar do Supremo Tribunal Federal, e exigirá maioria absoluta (36 votos) no primeiro turno. Caso necessário, haverá segundo turno entre as duas chapas mais votadas.
A eleição ocorre em meio a disputas jurídicas sobre as regras do pleito. Trechos da lei complementar aprovada pela Alerj foram suspensos pelo ministro Luiz Fux, que manteve o voto secreto e restabeleceu o prazo de desincompatibilização de 180 dias para candidatos. A decisão ainda será analisada pelo plenário do STF.
Sem participação direta do eleitorado, o processo é marcado por articulação política interna. A posse dos eleitos deve ocorrer em até 48 horas após a proclamação do resultado.







