A corrida pelas duas vagas ao Senado no Espírito Santo em 2026 apresenta um cenário de “congestionamento” de pré-candidaturas e intensas disputas internas, especialmente no campo da direita. O cenário é dificultado pelo consenso político de que uma das cadeiras será ocupada pelo atual governador, Renato Casagrande (PSB), que deve renunciar ao mandato em 2 de abril para disputar o pleito. Na prática, diversos nomes competem pela única vaga restante.
A principal tensão ocorre dentro do arco de aliança bolsonarista. O senador Magno Malta (PL), que preside o partido no estado, busca viabilizar a candidatura de sua filha, Maguinha Malta (PL). A moça, embora enfrente críticas internas por inexperiência e por ser vista como uma extensão do capital político do pai, tem alcançado um bom desempenho em pesquisas recentes de recall eleitoral.
Só que o deputado federal Evair de Melo (PP) também está de olho na vaga. Ele afirma ter recebido um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Senado. Evair gostaria de se filiar ao PL para a disputa, mas esbarra na autonomia de Magno Malta no estado. Caso não consiga a legenda, o deputado admite buscar outro partido ou tentar a reeleição na Câmara.
Além do dois, outros nomes buscam se consolidar como a alternativa conservadora: são Carlos Manato (Rep), Sérgio Meneguelli (PSD), Marcos do Val (Podemos), Callegari (DC) e Leonardo Monjardim (Novo).
No campo da esquerda a disputa interna também é acirrada. Tanto Fabiano Contarato (PT), que já é senador e o time do MDB, Euclério Sampaio, Rose de Freitas, querem disputar o Senado.







