O prefeito Eduardo Paes (PSD) apresentou, em suas redes sociais, uma proposta para ampliar o Grupo Especial do Carnaval carioca de 12 para 15 escolas de samba. A sugestão, descrita como sua “última sugestão carnavalesca” antes de deixar o cargo para disputar o governo do estado, prevê que cinco agremiações desfilem por noite em um formato de três dias de espetáculo.
Pela ideia de Paes, o aumento do número de escolas seria preenchido por meio de convites a agremiações tradicionais que hoje integram a Série Ouro, como Estácio de Sá, União da Ilha e Império Serrano. O prefeito afirmou que antecipou a proposta ao seu sucessor, Eduardo Cavaliere, e ao presidente da Liesa, Gabriel David, para garantir que o debate ocorra enquanto ainda ocupa o cargo municipal.
A proposta dividiu opiniões entre gestores e foliões:
- LIGA-RJ: O presidente Hugo Junior manifestou entusiasmo com a iniciativa, mas ressaltou que aguarda definições oficiais.
- LIESA: A entidade ainda não se pronunciou, mas o presidente Gabriel David já havia sinalizado, em ocasiões anteriores, barreiras financeiras e estruturais para tal expansão.
- Público: Nas redes sociais, internautas debatem se a inclusão deve seguir critérios de tradição ou o ranking do Carnaval 2026. Há também críticas de quem prefere o formato atual, considerado menos desgastante para o espectador.
A viabilização da proposta enfrenta desafios práticos. Segundo declarações prévias da Liesa, a inclusão de três novas escolas exigiria um repasse adicional de cerca de R$ 40 milhões. Além disso, a Cidade do Samba possui apenas 12 barracões, o que demandaria obras de ampliação no complexo ou a utilização da futura Fábrica do Carnaval Rosa Magalhães, ainda em construção na Leopoldina. A mudança também exigiria uma reestruturação profunda nos regulamentos de acesso e descenso, dependendo de negociações complexas entre as ligas e as agremiações envolvidas.







