O governo da Argentina formalizou a sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS). A medida conclui um processo de desligamento iniciado há cerca de um ano e reflete a nova diretriz de política externa e saúde pública sob a gestão do presidente Javier Milei.
A confirmação do desligamento foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno. A decisão fundamenta-se em questionamentos sobre a atuação da entidade internacional, especialmente durante a gestão de crises sanitárias recentes. No último ano, autoridades do governo argentino declararam que as recomendações da organização baseavam-se em interesses políticos em detrimento de critérios científicos.
Apesar da ruptura com o organismo das Nações Unidas, o governo argentino afirmou que não abandonará a cooperação internacional no setor. Em comunicado, o chanceler Pablo Quirno ressaltou que o país buscará novas formas de atuação para garantir a assistência e o desenvolvimento de políticas de saúde. Entre as estratégias citadas pelo governo para substituir a atuação na OMS, destacam-se: Acordos Bilaterais, Fóruns Regionais e Preservação da Soberania.
A movimentação argentina assemelha-se a decisões tomadas anteriormente pela Casa Branca, nos Estados Unidos, que também questionou o papel da organização global na governança da saúde mundial. Com a saída formalizada, a Argentina passa a gerir suas diretrizes sanitárias sem a vinculação aos protocolos e tratados estabelecidos pela OMS.







